Pequeno fim.


Os dias parecem perfeitos até eu me lembrar dela. As noites parecem tranquilas até que minha consciência dói, por causa da beleza inconfundível que conheci em seus traços. A facilidade de como toda alegria desaparece, percebendo só então que tudo não passou de mera ilusão. As tentativas de abrir um buraco no meu peito para representar o que sinto, ou talvez o que não sinto, já que tudo não passa de vazio e um profundo buraco.
A contagem simples de todas vezes que esse pensamento de morte veio à minha cabeça, estão afetando a matemática da minha existência, agora, depois de você, tendo apenas a deixar de existir. Faz frio aqui onde estou, faz frio aqui sem você, me perdoe por não estar presente no seu viver, isto de fato também me atormenta, saber que possivelmente não sofro sozinho, mas faz tanto tempo, faz tantos anos.
Apenas diga o que silenciamos, apenas construa de volta toda nossa mesclagem perdida quando deixamos de trocar olhares, até hoje eu não esqueço seu abraço. Até hoje não te esqueço e escrevo minhas cartas para que um dia, cujo nunca virá, você possa finalmente entender que o motivo da minha dor e não te ter.

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