Chorar virou algo tão rotineiro que quando percebem que uma lágrima rola meu rosto depois de me afogar as tais lembranças eu se quer as enxugo. O corte fundo me deixou perplexo... já não te escondo como escondia antigamente... já não uso meias palavras para fingir que não é de você que falo. Oh! Querida Morte, como você me faz falta dentre qualquer outra flor que apodrece dentro do jardim desse meu mundo. Quantas desgraças já não aconteceram? Quantas flores estragadas estão aqui nesse meu jardim de miséria! E eu só olho para aquela que você plantou, desejando que volte e me leve embora, desejando que faça seu trabalho completo desta vez.
Eu menti muitas vezes para esconder esse sentimento, mas agora me arrependo e não ligo de ter minha cabeça decepada por suas belas mãos, todos e qualquer outro braço parece frio e congelante comparado ao calor dos seus frios braços que eu costumava esquentar nos ventos do Outono, que já eram frios, próximos do Inverno escaldante que nunca chegou. Sua ausência friorenta apenas causou o maior congelamento de meu corpo, o congelamento da minha arrogância, o congelamento de tudo aquilo que eu fui... Transformando tudo em gelada depressão... Espero que o sangue não me jorre tanto... não quero desmaiar... ainda quero te ver antes que me leve embora daqui.
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