Somos os palhaços que somos


Superar o destino que nos foi dado é fácil. Vemos aos poucos nossos herois morrer, mas não aqueles herois que idolatramos, mas os herois que ficam dentro de nós mesmo e nos salva de toda enrrascada. Aquela garra não existe mais, deixamos de ser viventes e passamos por completos idiotas procurando respirar algo imaturo em um luar claro como o dia ensolarado. Dourado e prata se misturam no vazio ditado por corações escuros, o dia trancado em uma cova saindo a noite para apreciar a areia cinza que rodeia toda a vida, como um vampiro no meio do deserto procurando uma unica vitima. Que não vai aparecer. Não podemos mais ser salvos por nada. O respirar é um blefe dos mais sujos e impuros, a mais ridícula das mentiras está no meu sangue que faz minha vida seguir em frente. Não somos mais dignos de levantar a voz para nós mesmos. A alegria não é mais tão feliz nos dias de hoje. Não se sabe mais definir dia e noite, não se sabe mais definir doença de realidade. Descobri facilmente que a palavra alivio nunca saiu de minha boca, percebi que a muito tempo a angustia de uma vida inescrepulosa dá a luz um rapaz sem vaidade, sem objetivo e sem amores.
Como um pequeno jardim sem flores, apenas plantas, não sabemos mais o que é belo e o que é feio. Temos certeza de que esse não é o mundo que desejamos e desejamos que este não seja o mundo que imaginamos. Viajens dentro das pequenas cabeças de seres ridiculos com suas leis e definições. Mesquinhando um pouco de ordem para que não sofram. Nem se quer sabemos como é sofrer pois temos medo de que doa, criando leis que nos torna previsivel em cada atitude. Não sabemos se quer o que nós seriamos se fossemos o que somos. Um sistema carente de tudo que nos é bom é a nossa chama. Ouvindo os tambores vazios sem significado algum que avisa o próximo defunto. Como eu queria querer o que eu quero sem precisar querer o que é certo. Como eu queria.
Vidas imprudentes jogadas no meio do lixo, pois é o que merecemos, colhemos apenas o que expelimos de nossos corpos, a colheita nunca é real, mas o escremento sempre foi o que nós é de direito. Quase como um fantasma sofremos dos nossos próprios acertos que parecem tão errados. A dor é menor quando eu acredita em toda essa mentira que eu escrevi. A dor é menor quando eu lembro que temos um sistema. A dor é menor porque eu me torno hipocrita e desleal com meus próprios sentimentos. A dor é menor porque eu minto para minha própria cabeça, porque a tarja preta mente pra mim. Lucidos banais que enxergam as provincias cegas de um retardado lider falho. Esse é o sistema que você quer que eu siga. Já que somos os palhaço que somos.

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