Os elfos que perseguem teu brilho não são páreos para acompanhar a velocidade a confusão que você me trás no meio fluxo de sentimentos que você faz questão de transmitir. É perdido em teus encantos e desencantos que eu abandonei a solidão e carência para o ninho de anjos no teu colo.
Lá estou eu, poluindo as ramificações do paraíso que você montou nesses últimos anos. Não é difícil ver nossos lábios se encontrando, nossas mãos se aproximando, nosso peito arfando só de estarmos um do lado do outro. Tudo nesse meio de meios que eu tenho sem nunca poder usufruir. Esse amor negado por nós mesmos diante de uma cadeia de dnas não resolvidos, seres distorcidos, dos quais você os chama pelo nome, surgem sem o menor pudor, destruindo toda a ilusão que criamos, todo o casamento de mentes que podemos criar apenas observando um ao outro.
Não da para contar quantas vezes já te vi olhando para mim, até mesmo porque estamos sempre nos olhando, mesmo quando nos forçamos não gostarmos um do outro, estamos ali, encarando um ao outro diante do abismo de vida que levamos, desejando de algum modo pularmos juntos e dar as mãos no meio do caminho para em fim nos completarmos, mas lá está você com tuas criaturas, lugar do qual nunca deveria ter entrado, dando meio que um olhar para mim, que estou no teu habitat natural, te esperando e sabendo que você não vai vir, mesmo que tenha imensa vontade.
O vento gelado após o toque ardente do teu corpo nu, já me perdi a muito tempo nesses teus climas meio verdadeiros.