Pensamentos choram a noite


O tempo vai passando e a dor vai tomando o peito das pessoas. Um dia não sobra mais espaço pra tanta dor. Seus braços e pernas estão aleijados com tantos cortes. Já estão grossos e duros, cascos impenetráveis, quase um homem de aço. Seu estômago aguenta mais veneno do que você costumava colocar no seu copo. Você começa a pensar no que fazer. E os pensamentos tomam lugar dos sentimentos. Para de chorar. Para de comer. Para de beber. Para de se divertir. Para de viver. Deixa de existir.
Daí aparece olhinhos brilhantes olhando pra você. Você abraça e sente vontade de beijar os lábios da dona dos olhinhos. Sua mãos duras duras como aço, acaba machucando-a. Seu lábios frios com seus dentes pontudos ferem a boca dela. Os ossos pontudos que saem da sua pele a machucam enquanto se deita com ela. Você se sente bem de novo. E olha pra ela pra dizer que a ama. Então vê que ela já está morta encima da cama. Tenta reanimá-la, sabe que tem que ir embora. Você pega a faca e enfia no seu peito...
NÃO! Sua pele já é dura de mais e a faca quebra. Você pega o revolver e puxa o gatilho no meio da sua testa, a bala ricocheteia acertando a perna do cadáver, deixando apenas um arranhão na sua testa. Então você pensa...
...
Você corre pro banheiro, tranca a porta, as luzes estão desligadas, tudo parece tão escuro, você liga seu tocador de musica e começa uma musica que fala sobre solidão. Dane-se a musica que tocou depois. Você ficou a noite inteiro ali chorando, lágrimas caíram. Lágrimas que nem existiam mais. Então você vê o rosto deformado de um monstro no espelho. Um monstro chorando, vergonhoso. Senta de novo e volta a chorar esperando que ela acorde e bata na porta e diga que está tudo bem.

Quando esquecem


Senti o doce sabor de ser esquecido. Não, não é doce. Desceu rasgando minha garganta. Deixou um sabor amargo, parecia indiferença, mas era ódio. Deixou, também, o aroma de fumaça, aroma de papel queimado. Aquele papel no qual escrevi nossas vidas inteiras.

Devem estar se perguntando do que estou falando. Estou falando de você se dedicar a alguém e esse alguém não te notar. Falo de imaginar seu dia com alguém e ele se calar, não sabiamente, mas rancorosamente. Sou esquecido e adorado, minha vida inteira foi assim. Não posso recorrer ao meus próximos porque estão longe. Não posso recorrer aos meus amores porque nos odiamos. Aos meus parentes? Somos ligados pelo sangue de coração que não bate. Estou sozinho na ausência de palavras. Na minha mente cometo milhões de vezes esse pecado. Não consigo mais imaginar outra coisa. As vezes o prédio do qual me jogo é diferente. E o carro as vezes muda. Quando faço uma viagem vejo todos meus amigos sentarem ao meu lado no banco do ónibus, vejo todos irem e voltarem sem falar nada. Todos tem uma cara triste, todos chorão encima de caixão sem corpo ao lado de uma cripta com meu nome. Todos choram na minha presença.
Minha garganta coça e arde. Não... Não é a garganta. É meu coração ou algo que fica ali perto. E alguns daqueles que fingem que não me esqueceram falam em coro que é da minha cabeça. Mas minha cabeça não doí. Paro e penso, imagino o quantos amigos que tenho. Fico feliz de novo por ter tantos. Mas eles estão de costas. Estão conversando sobre suas coisas com outras pessoas. São apenas desconhecidos que estavam atravessando rua quando abri os olhos. Vejo que a escuridão volta.

Então tiro meus sapatos e dou um passo para frente o vento bate forte no meu rosto, me sinto abraçado pelo vento. Vejo uma luz. É só um caminhão. Um atrito forte com o chão depois o peso de pesadas rodas passando por cima de mim. Abro os olhos. Então tiro de novo meus sapatos...

Sou emocional sem sentimentos, logo não sou real.


Queria escrever algo interessante aqui... queria escrever algo e todos que lessem sentissem algo e se comovessem com o que quero dizer. Mas eu não consegui...
Eu estava tendo um dos melhores dias da minha vida. Mas simplesmente fui abandonado. Jogado no lixo, descartávelmente. Amanhã é uma data especial pra mim... Mas eu realmente não consigo me importar... Não entendo essa vontade de sumir. Vontade de simplesmente não sentir mais nada. Queria ter todos meus amigos mortos de volta. Queria cada um deles junto de mim, mas dói. Não consigo me concentrar. Queria receber um abraço. Mas a solidão é fria. Com seus braços pequenos não me abraça... Mas hoje eu a vi. Estava formosa com suas roupas elegantes. Mas eu estava na sombra de uma árvore com minhas roupas esfarrapadas. Ela passou direto. Foram os melhores momentos da minha vida talvez. Mas ela se foi sem olhar para trás. Apelei! Pedi de joelhos que voltasse! Mas ela, brilhante como sempre, olhou pra trás e sorriu. Não à vi mais... Talvez amanhã ela volte. Vou sentar de novo naquela árvore e esperar que ela arranque minha cabeça com sua foice.

Talvez precise de um ou dois remédios pra controlar minha dor. Seria bom ser frio como o inverno e forte como o verão. Agora essa garota... Alegremente me rendo em seus braços. Talvez ela me entenda. Ela segurou minha mão... andamos de mãos dadas o dia todo, mas ela precisa ir, sempre precisa ir, quando ela sair daqui... Eu vou morrer. Mas eu não consigo morrer. Me recuso a não te-la, mas ela se recusa a me ver. Talvez eu não exista. Talvez eu seja imaginário. Ela chama meu nome e diz que me odeia. Ela me da um beijo e nunca mais olha no meu olho... Talvez eu seja mesmo imaginário... Não devo ser real... Ela não acredita em mim. Eu não existo.

Agora entendo porque a adorável dona do foice me rejeita. Ela também me odeia. Mas essa dor? Isso não é real? Se não sou real por que tenho que passar por tudo isso? Nada mais importa, mas ainda dói.

Monstro... ?


"Um monstro. Estava com uma 32 e atirava para todos lados. No final deu um tiro na cabeça." Lembrei dessa reportagem hoje. Pensei no que dizemos de outras pessoas.
O quanto nos dedicamos pra dizer que alguém é mal. Pra dizer o quanto o próximo é insano. O quanto nos dedicamos para chamar alguém de monstro. Movemos um mundo inteiro. Todos se comovem com uma reportagem. Todos em coro gritam "Monstro". Eu lembrei de uma história que presenciei. Uma pessoa, conhecido, tentou chamar atenção de um grupo de garotas. Outros garotos apareceram, zombaram dele, tacaram lixo, o humilharam em público. Esse garoto se levantou e olhou ao seu redor. Estavam todos reunidos, incluido as meninas, todos riam. Ele olhou assustado para os garotos que fizeram isso com ele. Em menos de 10 segundos, pelo que contei, esse garoto estava encima de um dos garotos, todos seguraram o pobre menino, mas foram apenas 3 segundos mais ou menos de socos e eu nunca vi ninguém sangrar tanto pelo nariz. Pra mim aquilo era só uma briga como outra qualquer. Fiquei sentado no meio fio onde sempre ficava. Todas pessoas. Todas mesmo. Olharam com um olhar em que eu senti o peso, mesmo estando longe desse garoto. Uma menina o chamou de monstro e outro garoto lhe tacou uma pedra. Pessoas que passavam estavam espantadas com a agrecividade do menino. Ele realmente era um monstro, seus socos sem piedade. Aquilo deveria me assombrar, mas o garoto apenas disse: "Daqui a alguns dias ele estara curado! E eu ainda estarei chorando. Se ser humano é menospresar todos não esperando ter o que merece. Eu sou o monstro mais orgulhoso então."
As palavras dele foram tristes e sem muito efeito. Eu calculei profundamente. Nossas crias são o que somos. Esses monstros são criados por nós.

Preocupado?


Me pergunto até que ponto devemos nos preocupar com os acontecimentos, com as pessoas, com os sentimentos.
Enquanto tem gente que fica preocupado com tudo e com todos, tem aqueles que ligam o "foda-se" e vivem numa boa.
E isso pra mim é preocupante!
Eu sou do tipo que vivo preocupado com quase tudo, mas ao meu redor praticamente só existem pessoas com o "foda-se" ligado.
Será que a vida seria mais 'fácil' se eu também fizesse isso?
Eu não gosto desse pensamento "foda-se", mas me preocupar enquanto ninguem se preocupa com nada passa a ser idiota.
...
Vamos ligar o foda-se, então.

Por que esse sentimento?


Estava pensando porque diabos sentimos saudades, porque ficamos triste por coisas que não temos. Por que choramos por quem foi embora? A felicidade não depende do que nos falta. Ficamos felizes com o que temos. O que temos é o que importa, mas por que, ainda assim, ficamos triste quando não temos aquelas coisas tão desejadas? Se ficamos felizes com as coisas boas que temos e triste com as coisas ruins que temos. Pra que sentir tristeza por coisas boas que não temos? Por que também não nos sentimos felizes por coisas ruins que não temos?
Por que necessarimente nos importamos tanto com o que não temos? Muitas vezes temos tantas coisas boas e estamos chorando pelo que perdemos. Não consigo entender muitos sentimentos humanos... Não entendo nenhum. Mas esse é tão irracional! Se parássemos de chorar por quem se foi, parecemos de se deprimir pelo que não temos, poderíamos ser felizes quase que o tempo todo. Mas não, continuamos cortando nossos pulsos por aquilo que não temos! Poderíamos simplesmente rir com tudo que temos. Não precisamos de muito para poder rir. "Eu tenho 5 Reais, poderia ter mil." Mas quem liga!? Você tem 5 Reais. Aproveite esse dinheiro. "Estou deprimido porque um grande amigo parou de falar comigo." Aposto que quem está te escutando é muito melhor amigo do que aquele que não te escutou.
Corra atrás do que você quer, eu o apoiarei totalmente. Mas pra que diabos se deprimir pelo que não tem?

Velha amiga batedeira de imagens


Bem, caro leitores, eu reparei em algo bem agradável: O quanto as TVs eram legais. Eu realmente me divertia horrores. Respeitava desde os programas de desenho até o jornal que passava de madrugada.
Ainda lembro de como era super mega irado passar o dia todo na TV, mas com a chegada do computador eu abandonei a TV. Acompanho tudo, mas não parei para ver algum programa. Vejo apenas quando estou afim.
É... Nossa babá dos melhores momentos está em um estado crítico. Esses dias eu decidi voltar a dar mais valor para nossa amiguinha que desde no inicio encanta com seus canais abertos, apesar da evolução a cabo e satélite, as velhinhas são melhores. Bem... A TV de hoje me enjoa. De modo que eu conclui que não se deve deixar seus filhos com ela, um crime a mente deste. Ha! Meu irmão não quer, mas estou cagando e andando e vou citar nomes aqui: Eu vi um comercial onde o SBT falava que era melhor que a Globo e esses dias vi em um programa onde falaram que a Globo estava implicando com a Record, o programa era da Record. Eu respeitava totalmente todas emissoras de TV... Todas tinham regras... Não falava nem o NOME de outra emissora. E na minha opnião a Globo é a mais respeitosa das de hoje... A qualidade de reportagem e apresentação baixou, mas ainda assim é a mais respeitosa. Falando em apresentação, o novo realityshow da Record... O que é aquele apresentador... Ele é simplesmente péssimo e deixa claro seus sentimentos para os participantes... Além de tudo a emissora inteira deixa claro uma preferência, manipulando todos programas para apoiar suas preferências. E se não me engano sua preferência é alguém que outra emissora provou ser um "pitboy". Isso realmente me enjoou muito... Algumas pessoas falam que a Globo manipula seus realityshows... Mas não a interesses e nem deixam isso claro... Eles sabem fazer, se é que fazem, mas não duvido muito. A qualidade dos programas está péssima, mudando de assunto... Apresentadores que não conseguem mais falar direito. Apresentadores fazendo o que querem sem respeitar a visão do publico ou dignidade alheia... Realmente a TV não é mais uma Babá Eletronica ou Amiga para os dias solitários/em família.
BOTU PAH PHUDER MERMU, MERMÃO!


Sinto muito que tenha deixado uma impressão critica sobre minha pessoa, mas isso me incomodava e o mano *aponta pra um pessoa exatamente igual a mim só que com dedo no nariz* não quis começar escrevendo nada, então resolvi escrever sobre isso mesmo, só pra não deixar o dia em branco -q

Introdução Siamesa


Não somos suspeitos, isso mesmo.
Somos apenas dois irmãos siameses que moram longe um do outro.

O irmão mais novo queria fazer um blog sobre anime, ou música indie, ou a Mãe Dinah, mas o mais velho (e bonito, sagaz, inteligente etc.) deu a ideia de fazer um blog como um monte de outros que já lotam a porra da internet. Sobre pensamentos. Ideias. Ou, se prefirir, punheta mental.
E aqui está essa bagaça.

Quanto ao nome do blog, o mais novo citou alguns interessantes que poderiam até mesmo mudar a rotação da Terra, porém o mais velho disse que não era preciso. Então usaram seus bilhões de neurônios e acharam melhor colocar o nome que vocês vêem aí. A idéia é muito complexa, mas a explicação é a seguinte: O mais novo sorteou no dicionário.
 
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