Daí aparece olhinhos brilhantes olhando pra você. Você abraça e sente vontade de beijar os lábios da dona dos olhinhos. Sua mãos duras duras como aço, acaba machucando-a. Seu lábios frios com seus dentes pontudos ferem a boca dela. Os ossos pontudos que saem da sua pele a machucam enquanto se deita com ela. Você se sente bem de novo. E olha pra ela pra dizer que a ama. Então vê que ela já está morta encima da cama. Tenta reanimá-la, sabe que tem que ir embora. Você pega a faca e enfia no seu peito...
NÃO! Sua pele já é dura de mais e a faca quebra. Você pega o revolver e puxa o gatilho no meio da sua testa, a bala ricocheteia acertando a perna do cadáver, deixando apenas um arranhão na sua testa. Então você pensa...
...
Você corre pro banheiro, tranca a porta, as luzes estão desligadas, tudo parece tão escuro, você liga seu tocador de musica e começa uma musica que fala sobre solidão. Dane-se a musica que tocou depois. Você ficou a noite inteiro ali chorando, lágrimas caíram. Lágrimas que nem existiam mais. Então você vê o rosto deformado de um monstro no espelho. Um monstro chorando, vergonhoso. Senta de novo e volta a chorar esperando que ela acorde e bata na porta e diga que está tudo bem.